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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Banda mineira Grafômanos lança CD na Juvenal Dias nesta quarta-feira (18/07).

Olá, amigos!
Quando o assunto é MÚSICA, a notícia é sempre boa!
E, falando em coisa boa, nesta quarta-feira (18/07) a banda mineira Grafômanos lança seu primeiro CD "Grafômanos" na Sala Juvenal Dias no Palácio das Artes às 20hs.

Foto: Guilherme Vilela
Quer saber quem são os caras?
Sandro Marte (guitarra e voz), Rodrigo Magalhães (baixo), Igor Lima (bateria) e Guido Mallee (guitarra). Surgidos no começo de 2011, em Belo Horizonte, são uma banda que mescla influências do indie rock, Brock 80, rock inglês e Clube da Esquina, para tecer seu trabalho com uma linguagem bastante própria. A banda nasceu para o trabalho autoral. Nasceu para escrever a sua própria história na cena independente. Tanto, que agora lançam o seu CD num show perfeito!

"Esperamos uma bela festa, com bastante alegria pela realização que é gravar um disco. Dá trabalho pra caramba! E é muito bacana essa coisa de tocar em teatro. A proximidade e o foco na música nesse tipo de show é algo especial." afirmou Sandro Marte, o vocalista da banda ao nosso blog. 
E ainda conclui dizendo: 
"O público pode esperar muita animação e emoção."

E claro, animação e emoção é o que realmente queremos, não é mesmo?
Uma ótima opção para sua quarta-feira.

Vale repetir:
Show de lançamento do primeiro CD dos Grafômanos

Data: 18/07
Horário: 20:00
Local: Palácio das Artes - Sala Juvenal Dias
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 - Centro - Belo Horizonte
Ingressos: R$ 12,00 (inteira)

Só nos resta desejar sucesso na carreira da banda e sucesso no evento!
E quem quiser conhecer mais a banda antes de ir ao show, só acessar: www.grafomanos.com.br
Paz e Música!!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

BH - Berço e cemitério de músicos autorais.


Quando se fala em fazer show na cidade de Bh, a primeira coisa que se tem a saber é: Você é Cover ou Autoral?
Na verdade, esta, é a primeira pergunta da maioria dos empresários da noite em nossa metrópole. Uma dificuldade vista a olhos nus de tão evidente.
Um grupo de artistas super competentes com trabalhos autorais de altíssima qualidade e, a maioria, sendo aceitos com mais facilidade em outras cidades do que no próprio berço.
Claro que salva algumas exceções de grandes talentos lançados em Minas como Skank e Jota Quest. Mas e o resto? Tem também alguns sobreviventes que conseguem um certo prestígio musical em nosso Estado e quando chegam lá fora são completamente ignorados. Vai entender como essas coisas funcionam...

Pois bem, como nosso assunto de hoje são os músicos autorais X mercado da música, fica aí a minha tentativa desenfreada em compreender "O que acontece" afinal?

"Nunca tivemos nenhuma porta aberta em BH e, na minha visão, Belo Horizonte é o berço e cemitério de boa música autoral." diz Reinaldo da banda Betinense de Rock Progressivo SubRosa. 
E continua: "BH cria, mas não absorve. Veja só quanta banda autoral boa tem por aí e quase todos os integrantes dessas bandas, se quiserem viver da música, acabam criando bandas cover para tirar um troquinho."

Infelizmente, há algo muito errado com os nossos empresários. Seria o medo do novo? O medo de não faturar tanto quanto gostaria apostando naquilo que nem todo mundo conhece?

"É preciso lembrar que são empresários e querem dinheiro. Como em tudo e em qualquer situação, o desconhecido causa um certo receio e espanto. Com certeza o empresário prefere apostar em algo que já está dando muito certo do que em um músico que chega apresentando um trabalho que ele não conhece." afirma André Jaued, percussionista há mais de 10 anos e criador do site Mundo Percussivo.

Mas será minha gente, que isso é um caso sem solução? Será que todos os músicos autorais sentem essa diferença na pele?

"Particularmente acho que nossa vida (autoral) é mais sofrida mas, mais prazerosa no final." comenta Charles Galvani, baixista da banda autoral [Paz-Me]. "Quando alguém te pára depois de um show e pergunta como faz para comprar o seu cd com músicas autorais... não tem preço!"

É fato que alguma coisa tem de ser feita para que os músicos autorais ganhem terreno em nossas Casas, nossos bares! 
O músico autoral jamais tem de se diminuir ou desistir por não conseguir o espaço que desejaria e os empresários, produtores e contratantes, têm de abrir esse espaço!
Pois coisa ridícula (e que já vi muito) é músico sair de Minas Gerais, bombar em outros Estados e após a fama ser aceito como alguém que explodiu sim, mas lá fora! Somente lá fora ele foi devidamente reconhecido pelo seu talento.

"O empresário entende o básico sobre música? Será que esse problema de não aceitação de músicas autorais não seria um problema cultural? Será que as pessoas não estão aptas a inovação e acomodaram-se naquilo que já existe?" completa Jaued.

Bem, eu, como produtora na área da música, penso que os olhos do nosso mercado, assim como os ouvidos, deveriam se abrir mais. O interesse dos empresários em focar somente na grana, proporciona uma decadência musical em nosso meio que é de apavorar! A repetição, a mesmice... mesmo som, mesmas músicas, mesmo tudo!
Em uma cidade onde a música nasce em cada esquina, onde cada novo acorde é criado no meio de uma conversa de bar, deveria ter a mente musical mais aberta para receber essas dádivas que somente o NOVO pode proporcionar.

O círculo da mesmice tem de ter um ponto final.
Que as portas dos nossos palcos possam ser abertas para os músicos autorais que vivem e nasceram em nossa Minas Gerais e que esperam pelo reconhecido da gente de sua terra.

Fica aí o meu apelo, acreditando que um dia, todo o músico que realmente fizer um som próprio e for talentoso, terá o seu espaço em nosso mercado.


Agradeço de coração, os colaboradores desse artigo:

André Jaued
Reinaldo SubRosa

Charles Galvani