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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Samba na agência Kanto do Músiko

Dentre todos os estilos que viemos estudando ao longo do tempo, o samba raiz é um que jamais deveria faltar em um casting de uma agência musical.
Talvez seja pela leveza ou pela alegria que contagia, que faz com que as pessoas dancem mesmo sem vontade.
Impossível não ter vontade de sambar quando se ouve Cartola, Chico Buarque, Noel Rosa e muitos outros que escreveram seus nomes nas calçadas do samba.

E, por isso e pela oportunidade que tivemos de conhecer uma turma diferente mas especialmente "feras" nesse ritmo, que unimos nossa vontade de levar o samba ao público e a mesma deles, de fazerem parte do nosso projeto.

Foto: Cris Souza

Outra Freguesia é o nome que todos ouvirão muitas vezes pois que o samba e a experiência musical que essa turma carrega na bagagem é muito maior e real que muita coisa que vimos por aí. 


Jovens e musicalmente qualificados para levar o samba para os quatro cantos dessa Minas é o grupo Outra Freguesia que muito em breve estará com maiores informações e divulgação, brilhando pelas redes sociais, pela mídia e pelos bares de Bh e região.


Agora, numa única família, estamos preparando nosso som, nossa cara, para circularmos juntos no Mercado da Noite.

A kanto do Músiko dá as boas vindas ao grupo de samba Outra Freguesia e espera, que esta parceria seja apenas o começo de uma longa e bela jornada!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

BH - Berço e cemitério de músicos autorais.


Quando se fala em fazer show na cidade de Bh, a primeira coisa que se tem a saber é: Você é Cover ou Autoral?
Na verdade, esta, é a primeira pergunta da maioria dos empresários da noite em nossa metrópole. Uma dificuldade vista a olhos nus de tão evidente.
Um grupo de artistas super competentes com trabalhos autorais de altíssima qualidade e, a maioria, sendo aceitos com mais facilidade em outras cidades do que no próprio berço.
Claro que salva algumas exceções de grandes talentos lançados em Minas como Skank e Jota Quest. Mas e o resto? Tem também alguns sobreviventes que conseguem um certo prestígio musical em nosso Estado e quando chegam lá fora são completamente ignorados. Vai entender como essas coisas funcionam...

Pois bem, como nosso assunto de hoje são os músicos autorais X mercado da música, fica aí a minha tentativa desenfreada em compreender "O que acontece" afinal?

"Nunca tivemos nenhuma porta aberta em BH e, na minha visão, Belo Horizonte é o berço e cemitério de boa música autoral." diz Reinaldo da banda Betinense de Rock Progressivo SubRosa. 
E continua: "BH cria, mas não absorve. Veja só quanta banda autoral boa tem por aí e quase todos os integrantes dessas bandas, se quiserem viver da música, acabam criando bandas cover para tirar um troquinho."

Infelizmente, há algo muito errado com os nossos empresários. Seria o medo do novo? O medo de não faturar tanto quanto gostaria apostando naquilo que nem todo mundo conhece?

"É preciso lembrar que são empresários e querem dinheiro. Como em tudo e em qualquer situação, o desconhecido causa um certo receio e espanto. Com certeza o empresário prefere apostar em algo que já está dando muito certo do que em um músico que chega apresentando um trabalho que ele não conhece." afirma André Jaued, percussionista há mais de 10 anos e criador do site Mundo Percussivo.

Mas será minha gente, que isso é um caso sem solução? Será que todos os músicos autorais sentem essa diferença na pele?

"Particularmente acho que nossa vida (autoral) é mais sofrida mas, mais prazerosa no final." comenta Charles Galvani, baixista da banda autoral [Paz-Me]. "Quando alguém te pára depois de um show e pergunta como faz para comprar o seu cd com músicas autorais... não tem preço!"

É fato que alguma coisa tem de ser feita para que os músicos autorais ganhem terreno em nossas Casas, nossos bares! 
O músico autoral jamais tem de se diminuir ou desistir por não conseguir o espaço que desejaria e os empresários, produtores e contratantes, têm de abrir esse espaço!
Pois coisa ridícula (e que já vi muito) é músico sair de Minas Gerais, bombar em outros Estados e após a fama ser aceito como alguém que explodiu sim, mas lá fora! Somente lá fora ele foi devidamente reconhecido pelo seu talento.

"O empresário entende o básico sobre música? Será que esse problema de não aceitação de músicas autorais não seria um problema cultural? Será que as pessoas não estão aptas a inovação e acomodaram-se naquilo que já existe?" completa Jaued.

Bem, eu, como produtora na área da música, penso que os olhos do nosso mercado, assim como os ouvidos, deveriam se abrir mais. O interesse dos empresários em focar somente na grana, proporciona uma decadência musical em nosso meio que é de apavorar! A repetição, a mesmice... mesmo som, mesmas músicas, mesmo tudo!
Em uma cidade onde a música nasce em cada esquina, onde cada novo acorde é criado no meio de uma conversa de bar, deveria ter a mente musical mais aberta para receber essas dádivas que somente o NOVO pode proporcionar.

O círculo da mesmice tem de ter um ponto final.
Que as portas dos nossos palcos possam ser abertas para os músicos autorais que vivem e nasceram em nossa Minas Gerais e que esperam pelo reconhecido da gente de sua terra.

Fica aí o meu apelo, acreditando que um dia, todo o músico que realmente fizer um som próprio e for talentoso, terá o seu espaço em nosso mercado.


Agradeço de coração, os colaboradores desse artigo:

André Jaued
Reinaldo SubRosa

Charles Galvani